sábado, 1 de novembro de 2008

Papo acelerado

Hoje o post vai fugir um pouco da rotina do nosso blog. Afinal, o Brasil nesse final de semana respira Fórmula 1. Nesse sábado, Felipe Massa garantiu a pole e Hamilton o quarto lugar no grid de largada. Para os que não estão por dentro, uma rápida explicação do que o brasileiro precisa para ser campeão. Chegando em primeiro, ele precisa torcer para o inglês terminar no mínimo na 6ª posição. Se terminar na segunda colocação, Hamilton tem que chegar em 8º ou não somar pontos. Em 3º, Lewis não poderá somar pontos em hipótese alguma. Fazendo assim, uma missão muito difícil para Felipe. Pelo menos o brasileiro conta com muitos pilotos para ajudar. Kimi Raikkonen (seu companheiro de equipe), Fernando Alonso (desafeto confesso de Hamilton) e Nelson Piquet já declararam que Lewis não conta com o apoio de ninguém nas pistas. Até Nelson Piquet, o pai, declarou que muitos no paddock dizem não gostar do inglês.

Contudo, sabemos que Hamilton não é mais uma promessa. Grande piloto, arrojado e muito rápido. Se o título não veio no ano passado e caso não venha nesse ano, futuramente ele deverá ganhar. Mas Felipe Massa é considerado um dos grandes pilotos da categoria. Rápido, abusado e sem medo promete disputar com tudo esse título. E conta com um retrospecto desfavorável contra o primeiro piloto negro da F1. Ano passado, Lewis tinha a mesma situação. Por um capricho, ou melhor, uma falha colocou tudo a perder e dar o título ao Kimi Raikkonen, piloto da Ferrari e companheiro de equipe de Massa. Felipe conta com isso amanhã, não apenas ele, mas os quase 190 milhões de brasileiros.

O Papo Boleiro, faz essa corrente de força para o nosso querido Massinha ser campeão e voltar a trazer um título tão esperado. O último com o eterno ídolo Senna em 1993, nos deixa saudades. Alias Ayrton deixará saudades para sempre em nossos corações e nas pistas. Enfim, o blog passa a corrente positiva para Felipe Massa do Brasil. BOA SORTE, MASSA!

(Brasileiros fazendo campanha bem criativa para Rubes Barrichelo dar uma ajudinha para Felipe Massa)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

No grito...

Diego Maradona é o novo técnico da seleção argentina. Ganhou cargo no grito. No apelo que tem sua imagem. Simeone (ex-carniceiro/jogador e atual campeão argentino) e Batista (campeão mundial em 86 e olímpico em 2008 como técnico) eram os mais cotados, com toda justiça diga-se de passagem.



Junto de Maradona vai Carlos Bilardo, técnico campeão em 86, para ser diretor de seleções. Maradona já deixou claro que não aceita interferências nas escalações, mas não descarta a participação de Bilardo na formação do time: "Ficou claro na conversa (com Grondona) que o time escalo eu. Vou escutar Carlos (Bilardo) sobre tudo, não se pode descartar um homem que sabe tanto"-diz Diego em entrevista à rádio La Red.
Técnico inexperiente que é, pelo menos já vai ter um exemplo vizinho de como não se dirige uma seleção...
Fonte: Globoesporte.com

domingo, 26 de outubro de 2008

De Volta Para o Futuro

O Corinthians voltou. Campanha segura e quase perfeita. Hoje o Corinthians é um clube novo, diferente da bagunça que era há alguns anos. Hoje o Corinthians volta para a primeira divisão com o olhar no futuro. Mantendo uma base, formando um time competitivo, digno de sua grandeza. Ano que vem eles vêm fortes.




Parabéns Timão.

Parabéns a torcida corinthiana.




Um Suspiro Carioca

Poucas vezes vimos em uma só rodada os 4 cariocas jogarem tão bem. O Vasco surpreendeu a todos com uma vitória convincente (4x2) em pleno Serra Dourada contra o melhor time do segundo turno. O Flamengo afastou a desconfiança da torcida e encheu a rede do Coritiba de gols, 5x0. O Fluminense confirmando sua reação, despachou o Palmeiras com um 3x0 contundente. E o Botafogo botou a crise de lado e goleou o Ipatinga por 3x0.

Desde a derrota para o Galo em pleno Maracanã, a torcida rubro-negra estava com um pé atrás em relação ao seu time. Nem mesmo a vitória sobre o arqui-rival (ou seria freguês de uns tempos para cá?) levantou a auto-estima dos torcedores. Eis que na última quinta-feira, o time voltou a jogar o fino e contou com a contribuição de um inoperante Coritiba. Obina simplismente acabou com o jogo, estava naqueles dias que ninguém explica; como um jogador desses pode, as vezes, jogar daquela maneira. Bruno pegou muito e Ibson voltou a jogar. O Coritiba estava irreconhecível. A zaga rubro-negra ainda falhou diversas vezes, porém não era o dia de Keirrison e cia. Bom para o Flamengo que entrou no G-4 novamente.

Não houve vitória mais surpreendente que a do Vasco da Gama. Não pelo resultado em si, mas pelo futebol que jogou. Nos últimos dois jogos, os resultados cruzmaltinos não expressavam exatamente o que o time tinha jogado. Porém dessa vez, os deuses do futebol estavam do lado vascaíno e tudo deu certo. Edmundo jogou como nunca tinha jogado nesse campeonato. Participou de quase todos os gols. O sistema fechadinho e bem armado de Renato Gaúcho mostra que com a força da torcida e a vontade do time, o Vasco pode sair dessa situação. Ainda está difícil, são 7 jogos complicadíssimos, mas não custa acreditar.

O Botafogo, de certa maneira, também surpreendeu. Em meio uma crise nos bastidores, o time goleou o Ipatinga, no Ipatingão. Diguinho, cotado para ir pro Flamengo no ano que vem, foi um dos autores dos gols. Salários atrasados, jogadores querendo sair, dirigente falando de mais, tudo acontece com o Botafogo. Mas dessa vez a situação extra-campo não refletiu no jogo. Uma vitória segura e tranquila, que apesar de não botar definitivamente o time na disputa da Libertadores, pelo menos os faz sonhar; são 6 pontos para tirar em 7 rodadas.

O Fluminense atropelou o Palmeiras. Com mais de 35 mil torcedores no Maracanã o time mostrou que está em recuperação no campeonato. Boa parte disso deve ser creditada a Rene Simões. Ainda é cedo para dizer se é um grande técnico, porém até aqui, é no mínimo diferente. Não se atêm aos problemas fora do seu nicho(diretoria, negociações e arbitragem), conseguiu recuperar a confiança de um time abatido até hoje, por uma derrota na Libertadores. O time do Flu não tem elenco para estar aonde está, e mostrou isso ontem. Thiago Silva foi irretocável como sempre. E por incrível que pareça (mérito de Rene novamente) Fabinho e Everton Santos jogaram bem. No próximo jogo o Tricolor pega o Figueirense e pode de vez se afastar da zona de perigo.

domingo, 19 de outubro de 2008

Ah, o futebol...

Esse esporte nos proporciona momentos de ecstase. Até para quem não torcia para São Paulo e Palmeiras, se arrepiou com o jogão na tarde de domingo. Uma partida que com certeza, valeu cada centavo do ingresso pago pelo torcedor no Palestra Itália. Claro, os torcedores do São Paulo vão sair com uma ponta de frustração pelas circunstâncias do jogo, mas o resultado não é de todo ruim. O contrário vale para o torcedor do Palmeiras. Após estar perdendo por dois a zero, em questão de três minutos empatou a partida quase no fim. É claro, por estar jogando em casa a vitória era esperada pelos palmeirenses. Mas volta a questão das circunstâncias do jogo. No jogo os grandes destaques foram Rogério Ceni que protagonizou belas defesas e Denílson que saiu do banco pra mudar a história da partida.

Aliás esse jogador que precisa ser destacado com mais frieza. Chegou desacreditado, mas ajuda muito o Palmeiras. Hoje foi, digamos, decisivo. Um lance, "a la Denílson" entortou o zagueiro André Dias, que caiu no chão e com um toque sutil deixou Kléber na cara do gol. Não fez uma bela partida, mas fez o que se espera dele. Uma jogada que ninguém espera, e mudando a história da partida.

Outro jogador que fez um belíssimo primeiro tempo e mesmo caindo de produção no segundo não tira os seus méritos pela boa partida. Kléber foi um verdadeiro leão. Deixou sua marca e ajudou o Palmeiras a conquistar esse importante empate. Mas continua pecando pelo seu nervosismo e jogadas violentas. Se for mais calmo e tiver uma cabeça mais centrada, tem tudo para progredir ainda mais na carreira. Tem futebol, mas falta consciência.

No lado do São Paulo, nenhum grande destaque. Tirando Rogério que fez belíssimas defesas, principalmente numa cabeçada de Roque Júnior a queima roupa. Outro que fez boa partida foi Dagoberto. Um bonito gol e muita movimentação. Também se mostrou bastante nervoso, mas se controla mais que o atacante do clube rival. A zaga do Tricolor foi muito bem hoje. Não teve culpa nos dois gols, um em lance individual e outra numa bola parada com desvio ainda. O que não muda nesse time do Muricy, é o conjunto. São extremamente obedientes taticamente, beirando a perfeição do jogo tático. Mesmo não sendo brilhante é eficiente e hoje mostrou essa marca.

Pontos negativos vão para alguns erros da arbitragem. Diego Souza e Borges, foram expulsos num lance de pequena confusão. Nada demais, não trocaram empurrões e nem chegaram a, sequer, ameaçar entrar nas vias de fato. O máximo que ocorreu foram troca de "elogios". Muito rigor, mas que pode ser interpretado como um tipo de contenção a uma bagunça generalizada. O pênalti claríssimo, saiu graças, a uma falta não marcada em Sandro Silva no ataque do Palmeiras. No contra-ataque, Jean, promessa do São Paulo, foi derrubado. Mas no resto, o juiz comandou bem a partida.

No resumo, um jogasso de bola que vai ficar marcado na memória de qualquer torcedor. Teve de tudo: expulsões, bola duvidosa que parece ter entrado, mas não entrou, gol com desvio, golaço e muita vontade por parte dos dois lados. Enfim, dinheiro bem gasto, tempo bem aproveitado pra quem assistiu de casa. Espero sempre poder acompanhar partidas assim. E que viva o futebol! Que dá prazer de assistir e nos deixa entusiasmados.