terça-feira, 22 de abril de 2008

Brilha a Estrela Solitária

Pode não ter o melhor elenco, pode não ter o melhor futebol, pode não ser o mais técnico, mas os números são incontestáveis. O Botafogo é bicampeão da Taça Rio com todos os méritos e merecimentos. Melhor defesa, melhor ataque, maior artilheiro e em sete clássicos foram seis vitórias e apenas uma derrota. Números que não deixam dúvidas da excelente campanha que faz o técnico Cuca e seus comandados. E nesse domingo foi a última mostra de um time que começa a mostrar que aprendeu com os erros do ano passado e da final da Taça Guanabara contra o Flamengo. Mas a grande decisão está por vir. E contra um time que esta engasgado. Apesar das duas e boas últimas vitórias contra os rubro-negros, na hora 'H' o time ainda não bateu o eterno rival. Vai ter mais uma chance em 180 minutos. Com certeza vão ser dois jogões de bola que promete arrepiar a final do campeonato e lotar o Maraca.

Antes de qualquer coisa, precisamos tirar o chapéu e ao mesmo tempo criticar a federação do Rio. Durante todo o campeonato tanto eu, quanto nosso amigo Thiago e outros tantos comentaristas, criticaram duramente a forma de disputa do Carioca e a condução do mesmo pela péssima administração do futebol do Rio de Janeiro. Ontem pela primeira vez, foram dignos de um elogio. O espetáculo ficou ainda mais bonito sem aquele grande número de crianças, repórteres e outras pessoas no campo atrasando o início da partida. A outra foi a entrada dos dois times juntos perfilados (como acontece nos jogos da Copa do Mundo), ficou muito mais bonito. Outro ponto a ser ressaltado é na hora da comemoração do título alvinegro. Apenas os jogadores, sem invasão de torcida. Mas claro que a federação presidiada por Rubens Lopes não poderia deixar de passar sem um erro. A tentativa de colocar mais dois assistentes (cada um atrás de um gol) desrespeitou o regulamento da FIFA e criou polêmica antes da partida. Sem contar que no final das contas, eles não serviram de nada.

Falando de futebol ,tecnicamente, foi muito abaixo do esperado. Apenas três lances bonitos no jogo todo e apenas duas chances construídas em pouco mais de 90 minutos. Thiago Neves, apesar de jogar mal na partida, participou de dois lances, sendo um deles capital. No primeiro um passe genial para Washington que sofre a penalidade, que mais tarde perderia e decretaria a história do jogo. Depois uma jogada, e um drible desconsertante no lateral-zagueiro Triguinho (que mais tarde machucou. Será que o drible teve efeito?). Em outro lance, agora do outro lado, quase sai um golaço. Aqueles de placa. Alessandro pegou a bola na lateral direita, afunilou o jogo e foi para o meio. Carregou a bola tranquilamente até ser marcado por Júnior César. Com um leve toque na bola deixou o lateral tricolor a ver navios e chutou com precisão, mas a bola caprichosamente bateu na trave. E isso foi tudo no jogo. Calma, quase tudo.

Agora entra o principal personagem de uma história que vem desde o começo de 2007. Um jovem e promissor zagueiro do futebol carioca foi envolvido no doping pelo uso da maconha. Seu clube? Fluminense. Visto que o caso era grave, foi dispensado pelo tricolor. Cuca o revelou no Goiás. Túlio também o conhecia de lá e os dois juntos ajudaram a levar o pobre rapaz a General Severiano (sede do Botafogo). A história que parecia ter um final feliz, ganhou uma trama ainda maior. O zagueiro não se firmou, entrava pouco e jogava mal. A torcida pegava no pé e a sua saída no final do ano era dada como certa. Nem dirigentes do próprio Botafogo o queriam por lá. Mas o técnico "paizão" apostou no garoto. E hoje ao invés de vaias, escuta aplausos. Que aumentaram no domingo, após os 39 minutos do segundo tempo. Em um chute que virou cruzamento do fraquíssimo Fábio, ele entrou de carrinho e marcou o gol do título. A comemoração (muito parecida com a de Maurício no título de 89) foi de desabafo e de muita alegria. O Botafogo sagrava-se bicampeão da Taça Rio e garantia vaga na final contra o Flamengo. E muito se deve a esse garoto humilde. Pois brilhou a estrela solitária de Renato Silva.


quinta-feira, 17 de abril de 2008

Flu em 1°

Com a vitória no Maracanã, dificilmente o Fluminense não será o primeiro colocado geral. Somente com goleadas de 5 gols do Flamengo, e 3 gols do Atlas o Tricolor perde a liderança. Cícero marcou o gol da vitória após um cruzamento de Júnior César.

Se não fosse pelas diversas chances perdidas e as inexplicáveis substituições de Renato Gaúcho no segundo tempo (trocou dois meias por dois volantes aos 20 do segundo tempo - vencendo e dominando o jogo), o Fluminense poderia ter aumentado o placar. Jogando no campo do adversário quase todo o segundo tempo, o Tricolor teve boa atuação, carimbando com autoridade a sua classificação antecipada. Conca voltou a jogar bem, distribuiu bem o jogo e chutou bastante à gol; apesar de não ter acertado sequer a baliza. Cícero mostra-se um jogador fundamental para o atual elenco de Renato Gaúcho. Versátil e habilidoso, o capixaba tem uma impulsão de impressionar até Dadá Maravilha; notem no gol a altura que chega o atacante/volante/meia.

Sem a presença de Thiago Neves e Washington, Renato Gaúcho optou por David e Tartá como seus suplentes. Os dois jogaram bem. David armou diversas jogadas de ataque junto com Conca, e Tartá ajudou tanto na marcação como na armação. Isso mostra a força do elenco do Flu, que apesar de perder atacantes, pôde contar com tais jogadores. Tudo bem que o jogo não valia uma classificação ou uma vaga nas oitavas, mas era um um jogo importante para ter a vantagem de decidir os jogos em casa. Apesar de possuir um bom elenco, é essencial que ele seja reforçado, a falta de atacantes pode prejudicar o time no restante das temporadas.

Com a cabeça agora toda voltada para a Taça Rio, o Tricolor promete fazer uma final eletrizante contra o Botafogo. O jogo é imprevisível. Washington deve voltar ao time titular e o restante do elenco estará completo. Tem tudo para ser uma final inesquecível; dois times excelentes, jogadores em ótima fase (Wellington Paulista e Thiago Silva), tudo isso no palco principal do futebol mundial. Domingo às 16h. Até lá!

Confira os melhores momentos!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Adeus Peixe

Nada mais justo do que dedicar um tópico para um dos maiores atacantes ou jogadores que eu já vi jogar. Romário de Souza Faria, ou apenas Romário, aos 42 anos de idade decidiu finalmente aposentar e pendurar as chuteiras. A homenagem feita aqui por nós do "Papo Boleiro" pode não chegar aos pés desse ícone do futebol mundial, mas é sincera. O que esse jogador proporcionou na minha curta história de vida foi espetacular. Muitos podem até não concordar comigo, mas o Baixinho levou nas costas aquela seleção de 94. Graças a ele, Parreira tem um título de Copa do Mundo no currículo. Romário banca, depois de Pelé e Maradona, ele vem depois. Vocês acham isso um absurdo? Pois eu não. É praticamente impossível dizer quem é melhor que quem, claro que depois de Pelé e Maradona, mas Romário está no "Hall da Fama" dos melhores de todos os tempos. Junto com ele temos Garrincha, Zico, Rivelino, Rai, Zidane, Puskas, Ronaldinho Gaucho, Ronaldo, atualmente Cristiano Ronaldo e muitos outros. Mas nunca vi em qualquer jogador uma noção de posicionamento como tem Romário. Por isso o considero na minha lista um dos melhores jogadores de todos os tempos. A minha lista encabeça: Pelé, Maradona, Romário, Zidane, Ronaldo, Gaúcho, Ronaldo Fenômeno, Garrincha e outros.

Romário começou sua saga no futebol no Olaria. Mas foi no Vasco onde o Baixinho despontou para o futebol brasileiro e mundial. No Rio além do clube cruzmaltino só não jogou no Botafogo dos quatro grandes. Lá fora jogou no PSV-HOL, Barcelona-ESP, Valencia-ESP e outros países de menor tradição no futebol. O curioso é que Romário já jogou no Tupi, da minha querida Juiz de Fora. Fato que poucos sabem. A sua estadia por lá durou apenas 6 dias, mas consta lá em seu currículo. O Peixe tem vários títulos e muitas artilharias. Já ganhou o prêmio mais cobiçado por qualquer jogador de futebol, o de melhor jogador do mundo pela FIFA.
Uma das coisas que Romário mais acumulou em sua carreira foram as polêmicas. Sem papas na língua, nunca deixou de falar o que pensa e sempre teve vários desafetos por causa disso. Considero isso uma qualidade, pois ver as suas entrevistas era certeza de diversão. A disciplina nunca foi seu forte, mas também nunca o abalou dentro de campo. Ainda segundo as estatísticas, Romário possui mais gols que o Rei Pelé, claro que contando as partidas oficias pelos clubes e pela seleção. Por tudo isso e sempre um pouco mais, faz desse jogador um dos mais queridos do torcedor brasileiro. Romário um dia terá sua hora, mas seus gols, jogadas, entrevistas e lágrimas (é chorão sim!) serão imortalizadas como de um dos melhores jogadores de todos os tempos. Romário é unico e diferente, por isso acho que nunca mais teremos outro igual. E são por essas singelas palavras, que agradeço ao Baixinho por raros momentos de alegria que pude presenciar. Boa sorte na sua vida Romário!


(obs: falta o único gol de bicicleta dele na minha opinião)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Estrelas Tricolores


Hernanes marca.
Hernanes tem classe.
Hernanes é ambidestro.
Hernanes é disciplinado.
Hernanes chuta muito.
Hernanes é zagueiro, volante e meia.
Hernanes é um dos melhores do Brasil.
Hernanes é Seleção.



Thiago Silva marca.
Thiago Silva tem classe.
Thiago Silva é disciplinado.
Thiago Silva chuta muito.
Thiago Silva faz gol.
Thiago Silva é zagueiro e atacante.
Thiago Silva é apaixonado pelo seu clube.
Thiago Silva é o melhor zagueiro do Brasil.



Meu companheiro Danilo vai discordar, mas Hernanes está sobrando. Não existe nenhum volante em ação no futebol brasileiro que chegue aos pés do tricolor. De todas as caracetísticas citadas acima a mais rara é o fato de ser 'ambidestro'. Perceba a facilidade com que o jogador carrega e chuta a bola em qualquer jogo do São Paulo .

Algumas pessoas vão discordar, mas Thiago Silva está sobrando. Não existe nenhum zagueiro em ação no futebol brasileiro que chegue aos pés do tricolor. De todas as características citadas acima a mais rara é o fato de ser 'apaixonado pelo seu clube'. Perceba a paixão com que o jogador fala do seu clube.

Esses tricolores estão jogando acima da média. Dificilmente veremos eles nos gramados brasileiros até o fim da temporada. São os melhores jogadores em atividade no Brasil.
Você concorda?

domingo, 13 de abril de 2008

Decisão decidida

O fraco Campeonato Carioca vai chegando ao seu final. Os times que farão a decisão da Taça Rio foram conhecidos nesse final de semana. Flu e Bota realizarão a final que, de certo modo, era esperada. Apesar das dificuldades que enfrentou ontem, o Tricolor passou pelo Vasco que fez sua melhor partida no ano e isso ninguém esperava. O Alvinegro passou com tranquilidade pelo Flamengo, que nítidamente estava esgotado. Uma decisão que promete e muito. De um lado (do Fluminense) jogadores de seleção e alto gabarito que podem desequilibrar. De outro (do Botafogo) um dos melhores técnicos do Brasil na atualidade que conhece muito bem seu grupo, sabendo jogar reconhecendo suas limitações.

O clássico hoje teve dois tempos totalmente distintos. O jogo começou bem devagar devido ao fortíssimo calor que se instaurou no Rio de Janeiro. Sem contar no cansaço dos jogadores do Flamengo que enfrentaram uma longa viajem e uma altitude maior. As chances praticamente não ocorreram, os dois times se estudavam bastante e tentavam num erro, explora-lo para chegar a meta final. Mas não foi isso que ocorreu durante praticamente o 1º tempo todo. Até aos 39 minutos quando em mais uma boa jogada ensaiada do Botafogo (será que é infinita essas jogadas) Wellington Paulista abriu o marcador. Incrível como o técnico Cuca tem um repertório imenso de jogadas com seus subordinados. Aí só foi esperar a etapa inicial acabar.

Na volta para o 2º tempo, a primeira mudança na cara do jogo. O Sol que assolava o estádio do Maracanã foi substituído pela sombra em boa parte do campo. No lado do Flamengo, Joel colocou Marcinho no lugar de Souza. Mas o que se viu na etapa final foi um total domínio do Botafogo. Postado na defesa para sair no contra-ataque, o time foi muito superior do que os Rubro-Negros. Os Alvinegros perderam muitas chances, poderia até ter sido um placar mais elástico no final do jogo. Logo aumentaram o placar, aos 15 minutos com Alessandro. O ponta direita tava mal na partida mas deixou o seu. Mais tarde o lance polêmico. Jorge Henrique (que nem de longe é aquele do 1º turno) sofreu uma carga faltosa de toró. Para alguns pênalti para outros não. Fica no critério de cada um. Mas achei que Toró veio com uma força desproporcional e assim atropelou o atacante adversário. Penalidade marcada e convertida por Lúcio Flávio. Resultado assegurado, o Botafogo segurou a partida, perdeu algumas oportunidades e logo depois o apito final.

Vamos para alguns destaques (positivos ou não) da partida. Primeiro e talvez mais nítido. Diguinho está jogando muito. Posso dizer que ao lado de Hernanes, atualmente, são os melhores volantes jogando no Brasil. O menino tem futuro brilhante. Outro destaque é como melhorou o fraco Renato Silva e se entrosou bem com André Luis (partidassa). Os dois hoje foram soberanos. Destaques negativos são Jorge Henrique e Alessandro que jogaram mal. No lado Rubro Negro o destaque é pra um dos melhores jogadores do Brasil, Renato Augusto. O menino joga bola redonda. Destaque negativo foi o semblante de cansaço estampado na cara dos jogadores da Gávea. Outro ponto que sempre vem chamando a atenção foi a arbitragem. O árbitro errou para os dois lados, mais para o lado do Botafogo do que do Flamengo. Inverteu algumas faltas e deu dois impedimentos inexistentes do Flamengo, mas que os jogadores perderam as conclusões. Sem contar o pênalti ( na minha opinião bem marcado) que tem suas interpretações. É isso, agora esperar pelo jogão do dia 20 no Maraca.