

No segundo tempo, o time brasileiro recuou muito, a pressão do Boca tornou-se impressionante. O gol ia se desenhando aos poucos. Arouca não ganhava uma de Roman. Apesar de acertar um pouco mais a marcação e diminuir os espaços deixados nas costas dos laterias, o time abdicou do ataque. Errava as saídas de bola e não conseguia diminuir a pressão do Boca. Num lance na frente da área, o árbitro acusou mão de Jr César. Decisão errada e tomada no "grito". A pressão sobre a arbitragem é grande, dificilmente um árbitro teria uma boa atuação numa partida como aquela. Riquelme demorou 2 minutos para bater a falta. Contou com desvio de Cícero e Romeu. E marcou o seu segundo gol. O estádio Avellaneda explodiu.
No meio dessa empolgação de sua torcida, o técnico Carlos Ichia modificou o time e colocou um time mais ofensivo, buscando uma vitória mais expressiva. Para buscar o resultado o Fluminense voltou a jogar futebol. Ainda sofria pressão do adversário, mas conseguia chegar à área. Thiago Neves chegou em lance perigoso; chutou para a defesa de Miglori, que espalmou para o chute de Washington. O camisa 9 chutou mal para nova defesa do arqueiro argentino. Em outro lance, Jr César fez bela jogada pela esquerda e cruzou para Washington finalizar em cima de Miglori. A insistência Tricolor surtiu efeito, e aos 31 minutos, num chute de Thiago Neves, Miglori falhou bisonhamente. O empate estava feito 2 x 2.
Foi um belíssimo jogo. Não só por serem dois grandes times, mas por possuírem grandes jogadores. Riquelme encantou a qualquer um que gosta de um bom futebol. Jogou muito. Armou jogadas, marcou gols, fez a diferença. A marcação de Arouca não teve nenhum efeito em seu rendimento. Nem mesmo quando tinha três jogadores na cola, ele conseguia se livrar; muitas vezes com seus precisos toques de primeira. Do lado Tricolor, os Thiagos e o goleiro (quem diria) foram os destaques. Depois de inúmeras partidas sem se apresentar bem, Thiago Neves jogou bem. Chamou o jogo, partiu para cima, ajudou na marcação e não amarelou. Thiago Silva foi o de costume: essencial. Além de ajudar a zaga com uma atuação sempre segura, fez o primeiro gol da história do Fluminense na Argentina. Fernando Henrique é que foi o maior destaque. Fez defesas monumentais e importantíssimas para a manutenção do resultado. Especialmente numa cabeçada de Chavez e num chute de Palacio, o camisa 1 Tricolor, mostrou serviço.
Como estou com pouco tempo para escrever no blog, estou postando mais dois textos de outros autores. Um é do brilhante jornalista Sidney Garambone, e o outro é de um torcedor são paulino.
Foi um jogo histórico. Inesquecível.

Lembro-me de um momento em que Rogério Ceni estava batido irremediavelmente. O arco são-paulino abria seus sete metros e quebrados. E que fez Thiago Neves? Consumou o gol de cambaxirra? Simplesmente, Thiago Neves deu a bola de bandeja para fora do gol. E foi preciso que Washington, o goleador por nós mais esperado que um Moisés, marcasse aquele que seria o gol da vitória, da doce e santa classificação. E o São Paulo não empatou mais, nunca mais.Não acredito em futebol sem sorte. Digo mais: - sem esse mínimo de sorte, o sujeito não consegue nem chupar um Chica-Bon, o sujeito acaba engolindo o pauzinho do sorvete. E o Fluminense estava jogando sem uma ínfima gota de sorte até anteontem.Amigos, a grande verdade: - a obra-prima, no futebol e na arte, tem de ser imperfeita. A partir do momento em que o Fluminense deixou de ser tão estilista, tão Flaubert, os gols começaram a jorrar aos borbotões.Agora e a pergunta: - e o personagem da conquista? Podia ser cada um. Mas entendo que desta vez o personagem deve ser o time. Do goleiro ao ponta. Todos, todos mostraram uma alma, uma paixão, um ímpeto inexcedíveis".
Na última quarta-feira, dia 21 de maio de 2008, vai ficar marcado na história do clube mais rico do mundo, o Manchester United. Os ingleses ganharam pela 3ª vez a Liga dos Campeões e com toda justiça. Foi o melhor time da temporada na Europa, tem o melhor jogador do mundo da atualidade e não perdeu nenhuma partida na competição. Se alguém acha que esse título não foi justo, realmente não acompanhou o futebol de continente europeu. O Chelsea por sua vez, ficou vice para os Reds por duas vezes seguidas. A primeira no campeonato Inglês. A segunda, agora, na Champions. Mas os Blues não precisam ficar cabisbaixos. Fizeram uma temporada muito boa e disputou todos os principais torneios até o final. Parabéns ao Manchester e a Cristiano Ronaldo, que convenhamos, vai ganhar o título de melhor do mundo promovido pela FIFA. A festa da entidade maior do futebol deverá acontecer em dezembro.
Na quarta-feira o mundo parou para ver o duelo de clubes ingleses. O último confronto de times do mesmo país aconteceu em 2003 (temporada 2002/2003), quando Milan e Juventus disputaram a final. Milan nos pênaltis se consagrou. Voltando a 2008, a final antes ja prometia ser jogão. E a abertura da final em Moscou foi linda. A festa deu o ar da graça antes das estrelas entrarem em campo. O jogo foi corrido durante o tempo todo. No começo da partida ainda houve um pouco de estudo de ambas as partes e muito chutão. Mas depois o Manchester começou a dominar a partida. E não demorou muito para os Reds abrirem o placar. E a jogada saiu da perna esquerda, que não é a boa, de Brown (quem diria). A pelota encontrou a cabeça do melhor. Cristiano Ronaldo abria o placar. A partir daí o que se viu até o final do jogo, foi um domínio do Chelsea. No final da primeira etapa, em jogada de sorte, os Blues empataram com Lampard. O segundo tempo o Chelsea deu o dobro de chutes do Manchester. Mas encontrava Van der Saar no meio do caminho. Ferdinand era outro que fazia uma bela partida. O Manchester teve suas chances e a melhor de todas foi bem no finalzinho da segunda etapa. Giggs ganhou uma passe açucarado de Evra, que fez bela jogada pela esquerda, o veterano bateu para o gol, mas Terry salvou o Blues.
A prorrogação foi o esperado. Ninguém queria se expor e o cansaço ajudou para que as chances de gols ficassem rarar. Aconteceram, mas não acabou dando em nada. O jogo foi para os pênaltis. Ai entra a loteria. As cobranças estavam indo bem, 2 a 2 e parecia que ia longe. Todos batiam bem. Ai chegou a vez do melhor da temporada. Ronaldo ajeitou a bola, fez pose e... Bateu nas mãos de Peter Chech. O português quase chorava no momento e ia chorar no final das contas. E agora chegava o momento da última cobrança. Se fizesse, Chelsea ia se consagrar campeão depois de bater tanto na trave. E em direção a bola ia o salvador da pátria do Blues. Terry, lembra dele no final do segundo tempo? Exatamente. A torcida já se preparava para gritar e ai... Ele escorrega, paga mico e perde a penalidade. O Manchester volta a parada e vence a disputa por 6 a 5. Cristiano chorava no meio campo, claro, enxergando a tamanha sorte que deu. Se perdesse veria tudo que construiu na temporada desmoronar.
