domingo, 11 de maio de 2008

Pequena Prévia do Brasileirao

Ontem iniciou-se mais uma saga dos clubes brasileiros em busca do título do torneio mais disputado do mundo. O Brasileirão começa com seu charme, seus jogos sempre duros, polêmicas e muito, mas muito futebol. São 20 clubes na disputa pelo primeiro lugar, por 4 vagas na Libertadores e outras 8 para a Copa Sul-Americana. E a tão temível zona de rebaixamento que credencia os 4 últimos colocados a disputar a dificílima série B. O Campeonato Brasileiro sempre recebeu o título de competição mais disputado pelo grande número de times que possuem chances de serem campeões. Alguns mais favoritos que outros. Outros que precisam vencer para recuperar o primeiro semestre perdido. Está começando o show de bola no Brasil.

Não dá para ficar analisando time por time. Então seria melhor fazer um resumão do que pode vir a ser esse campeonato. Geralmente nas mesas de discussão sobre futebol, seja aonde for, TV, em um bar, em casa, na rádio, enfim, em qualquer lugar, a discussão começa para saber os grandes favoritos a levantar o troféu. Hoje vamos começar lá de baixo. Quem deve brigar para não rebaixar. É claro que é dificil dar prognósticos de um campeonato tão disputado como é esse, mas alguns times estão (ou melhor, não estao) mostrando um futebol abaixo do esperado. Times como Atlético-MG, Goiás, Ipatinga, Grêmio e Vasco se não mostrarem uma melhora, devem disputar para fugir da zona da degola. O Galo mineiro parece ter um dos times mais fracos, dos chamados "grandes". O Verdão de goiânia é candidato sérissimo a rebaixar, ontem ja começou sua difícil saga, contra o Náutico. Resultado? Perdeu. O Ipatinga, esse sim, deve ser o América-RN de 2007 em uma versão mais recente, a de 2008. Rebaixado no estadual do seu estado, tem o time mais fraco da série A. O Grêmio surpreendeu ontem (nem tanto) e venceu o time do São Paulo em pleno Morumbi. Muitos vão me perguntar: e você ainda acha que ele é candidato ao rebaixamento? E eu digo que sim. Ontem o Tricolor paulista, jogou uma partida horrorosa. E sem falar que Muricy colocou um mistão. Mas o time do Grêmio é muito fraquinho, salve Léo, zagueiro que tem futuro. O Vasco desses que eu listei é o que menos tem chance de fazer um campeonato pífio. Vem melhorando aos poucos e foi o que recebeu o melhor reforço até agora. Leandro Amaral com certeza vai mudar muita coisa em São Januário.

Lá na parte intermediária da tabela muitos times vão disputar uma vaguinha na Sul-Americana, às vezes até sentir medo de rebaixamento e até (porque não?) sonhar com uma Libertadores. Aí te digo, são MUITOS times. Náutico, Atlético-PR, Botafogo, Coritiba, Figueirense, Portuguesa, Santos e Vitória. O primeiro, promete fazer um campeonato bom, manteve o técnico que para mim é uma revelação, Roberto Fernandes, e tem bons valores no elenco. Não sonha tão alto e nem corre riscos. Ontem já começou bem, vencendo o Goiás. O Furacão que é uma incógnita total. Fez um começo de temporada fantástico. Estava jogando muito bem. De repente, começou a cair de produção assustadoramente. Saiu na primeira fase da Copa do Brasil e perdeu o estadual pro rival Coritiba. Esse deve ficar na intermediária mesmo. Mas se brincar, pode lutar pra não cair. O Botafogo é outra incognita, mas por motivos diferentes. Começou o ano muito bem, continuou bem e nos últimos jogos, fez partidas bem ruins. Mas a dúvida é quanto a permanência de seu treinador. Se esse sair, é candidato sério ao rebaixamento, se o mesmo continuar deve disputar a vaga na Sul-Americana e se os reforços prometidos chegarem, uma possível vaguinha na Libertadores. O Coxa é dos times que, desculpe os termos, mas é o que parece mais se adequar no momento, "não fede e nem cheira". Deve disputar uma vaguinha na Sul-America no máximo. Figueirense é um time que sempre incomoda, desde que subiu para a divisão de elite. Deve conseguir uma vaga na Sul-Americana. A Lusa é candidata a ficar entre a Sul-Americana e o rebaixamento. Mas a volta de Diogo e Preto ao time, devem da uma engrenada nesse time. O Santos é o time mais surpreendente da temporada. Começou mal das pernas e hoje joga um futebol muito objetivo e nas mãos de Leão pode dar caldo. Deve disputar a Libertadores, mas como é muito cedo para falar alguma coisa, ainda acho que não tem plantel pra chegar muito longe. Conta ao seu favor Molina (apesar de irregular é ótimo jogador) e Kléber Pereira, que apesar de precisar perder 20 gols pra fazer 1, é um dos melhores atacantes do Brasileirão. O Vitória é mais um da série: "Não fede e nem cheira". Ontem começou mal, perdeu por 2 a 0 em casa para o Cruzeiro. Mas da tempo para recuperar. Esse é aquele que precisa temer um pouco o G4 de baixo.

Agora talvez o momento mais desejado por todos. A lista dos que devem disputar título e/ou libertadores. Esse ano promete uma briga mais acirrada ainda. Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Internacional, Palmeiras, Sport e São Paulo. Vou começar pela supresa da lista. Muitos irão dizer que estou louco, que estou vendo coisas demais nesse time, mas o Sport promete e muito. Não acho que vai disputar título, mas Libertadores dá pra sonhar facilmente. Todo ano, o Brasileiro tem um time que não está na lista dos "grandes" que incomoda e chega longe. Esse ano é a vez dos pernambucanos. Joga fácil, tem a belíssima fase de Romerito e bons jogadores no elenco. É candidato a zebra pra muitos, mas não para mim. Cruzeiro começou bem ontem, vencendo (citado no parágrafo acima). Conta com o excelente atacante Marcelo Moreno, que marcou o seu e foi expulso ontem. Sem contar o Ramires. "Volantasso". Não tem um grande elenco, mas tem boas peças. Flamengo... O Flamengo... é meus caros, um vexame pode mudar muita coisa. Mas é o time com um dos melhores elencos do torneio. E um dos favoritos ao título sem dúvidas. Caio Júnior deve arrumar a casa, mas ele sofre do mesmo mal do técnico do rival Botafogo, o Cuca. Não consegue ganhar nada. Mas Flamengo é... Flamengo, maior torcida do mundo, uma pressão enorme e lá vão os rubro-negros disputarem o título. O Tricolor carioca vem por fora na disputa do título. Por um pequeno motivo. Técnico. Se mudar, para um melhor obviamente, promete ser osso duro de roer para todos. Tem grande elenco, jogadores que desequilibram a qualquer momento. Mas Renato Gaúcho não conseguiu até hoje dar um padrão de jogo ao Flu. Mas Libertadores, bem provável que fique nas Laranjeiras. Internacional vem para disputar a vaga na competição mais querida da América do Sul. Mas se brincar, pode disputar o título. Nilmar ainda não é o mesmo, mas quando voltar a jogar a bola, é o melhor reforço do Brasileirão. Palmeiras para mim é maior candidato ao título. Tem o melhor técnico do Brasil que diga-se de passagem, tem 5 títulos do Brasileiro. Elenco excepcional, talvez o melhor. O São Paulo que promete ser a decepção do campeonato. Ainda acho que vai disputar a Libertadores. Mas se der mancada, vai ficar na zona intermediária.

Dar qualquer palpite, prognóstico, ou qualquer coisa do gênero é delicado. Ninguém tem bola de cristal pra dar com extrema certeza o que vai acontecer. Dá para notar algumas coisas e perceber o que PODERÁ a vir a ser. Ainda mais que no meio do ano, com a janela de mercado da Europa abrindo, muitos times perdem peças importantes e o campeonato às vezes da uma reviravolta. Mas o que com certeza podemos dizer, é um campeonato muito emocionante, disputado e brigado. 2008 promete muito!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Queda - As Últimas Horas de Joel

Ontem de tarde estava revendendo meus palpites sobre os resultados das oitavas. Errei quase a metade. Mas o que eu menos esperava errar, ainda mais depois do primeiro jogo, era o do confronto Flamengo e América. O time mexicano é o penúltimo do campeonato mexicano, possui um time fraco, recheado de medalhões, conta somente com o talento do goleiro Ochôa e a experiência do paraguaio rechonchudo, Cabañas.

Depois do jogo de ontem a noite, uma verdade já dita por tantos outros escritores passou pela minha cabeça. O futebol é uma caixinha de surpresas. Pela imprevisibilidade do seu jogo, o futebol se torna o esporte mais fascinante entre todos. Nada, absolutamente nada pode ser dito como certeza antes do apito final. A torcida do Flamengo sentiu ontem na pele uma sensação que nunca sentiu em toda sua gloriosa história. O salto-alto e a soberba superaram qualquer disciplina e talento que os jogadores rubro-negros possuíam. A festa de despedida para Joel se tornou um pesadelo. Jogadores chorando, torcedores revoltados, a diretoria estarrecida. O Maracanazzo voltava a acontecer 58 anos depois, agora com o Flamengo.

Contagiados pelo clima de festa, o time de Joel jogava como se estivesse numa partida comemorativa. Para não mudar muito do usual, Souza perdia gols a rodo. Eis que 20 minutos, num belo chute Cabañas abre o placar; 1x0 América do México. Logicamente que a torcida esperava que o time fosse controlar a partida e fazer o gol que praticamente acabaria com qualquer chance do América, certo? Certíssimo, somente a torcida. Os jogadores ainda estavam anestesiados pelas homenagens ao técnico que ia embora. Talvez o próximo baque os acordaria. Aos 38 Esqueda, em contra-ataque mortal amplia o placar. Como pode um time que joga com o resultado na mão, podendo perder de 2x0, leva um gol num contra-ataque absurdo? Ah, é o imponderável, segundo Kléber Leite.

No segundo tempo, a certeza de que um gol viria estava no grito da torcida. Porém a cada gol perdido por Souza e companhia a nação rubro-negra se irritava. Gritos de Obina começavam a ecoar no Maior do Mundo. Então o Anjo Negro da Gávea entra. Um alívio, Obina em campo é certeza de gol importante. Então passaram-se muitos minutos e as chances claras de gol que apareciam eram desperdiçadas. As trapalhadas de Souza tinham agora a companhia de Marcinho, Juan, Diego Tardelli (que o substituiu) e Obina. A torcida continuava a incentivar, mas a bola não entrava, o time não conseguia produzir. Num contra-ataque despretensioso, Cabañas sofre falta de Toró. Longe do gol. Muito difícil aquela bola entrar. Obina tratou de involuntariamente ajudar Cabañas. Num chute forte, a bola desviou no atacante e foi para as redes do goleiro Bruno. A tragédia parecia começar ali. No rosto dos jogadores flamenguistas, somente naquele instante parecia possível a eliminação. E melancolicamente ela veio. Com Juan perdendo a cabeça e sendo expulso. Bruno saindo chorando para os vestiários. Chrisitan sem palavras. Joel com os olhos marejados. Nem pela cabeça do mexicano mais otimista, a possibilidade da classificação era tomada como certa. O improvável, o imponderável (?), o impossível aconteceu.


O Flamengo foi do céu ao inferno em pouco mais de 90 minutos. Entraram em campo como campeões cariocas e pensando no confronto contra o Santos ou Cúcuta. Esqueceram que do outro lado existia um time que jogava futebol, tinha uma torcida apaixonada e história no futebol. Como de costume tudo no Flamengo toma uma proporção maior do que a real, e assim foi no jogo de ontem. O Flamengo entrou como campeão carioca, achando que tinha sido campeão do mundo. Esqueceu que todo adversário merece respeito. Esqueceu que não é maior que ninguém apesar da gigantesca torcida. Esqueceu do que aconteceu ano passado contra o Defensor.

Apesar do fiasco o time ainda tem um dos melhores elencos do Brasil e vai como um dos favoritos ao título do Brasileirão. Possui ótimos jogadores e um time bem montado por Joel Santana. Caio Júnior chega para impôr seu ritmo de trabalho e levantar a moral do grupo. Moral que até ontem estava nas alturas.

Vestido em um salto de altura impressionante, o manto rubro negro caiu de forma inesperada e vexaminosa. Um episódio inesquecível para a apaixonada torcida rubro negra. Por agora, o sonho da Libertadores acabou.
Ps: Assitam a ótima reportagem acima, as imagens dos jogadores e torcedores, mostra tudo. Sem contar as palavras ditas por Joel antes do jogo. Tudo em vão...

Duelo Tricolor

O futebol foi o mesmo de sempre. Sobra vontade, falta técnica, disposição tática e talento. Cruzamentos na área o tempo inteiro, mas curiosamente os gols saíram dos pés dos atacantes. O São Paulo prova a sua força na Libertadores e avança para as quartas-de-final, onde enfrentará outro Tricolor, o Fluminense.
O primeiro tempo foi equilibrado. A marcação do time do Nacional era muito bem feita, e sem movimentação para escapar dela, o São Paulo pouco produzia. Como de costume os cruzamentos na área eram a jogada principal, sempre procurando a cabeça de Adriano. Borges se movimentava mas nada mudava. Em alguns contra-ataques o time uruguaio ameaçou o gol de Rogério, mas Morales, o grandalhão de 1,96m, pouco fazia. Aliás, apesar do meio campo fraco do time tricolor, a zaga parece ir se ajeitando, Miranda e Alex Silva são ótimos zagueiros. Hernanes ficou apagado o jogo inteiro, tentava muitas jogadas individuais. Éder Luís era outra que não estava bem, mas num cruzamento despretencioso e contando com uma falha bizarra da zaga uruguaia, a bola chegou em Adriano. Dominou e colocou na rede. 1x0 São Paulo.

Logo no começo do segundo tempo Caballero foi expulso. Era o sinal. A classificação estava nas mãos. E foi asism o resto do segundo tempo. Entre uma e outra investida do São Paulo, o Nacional tentava marcar o gol da classificação. Em vão, pouco podia fazer Fornaroli no meio da dupla de zaga tricolor. Adriano e Borges ainda desperdiçaram algumas chances, até a entrada de Dagoberto no lugar de Éder Luís. Infinitamente mais técnico e raçudo que o substituído, Dagoberto entrou a todo vapor. Foi recompensado com o gol no finalzinho do jogo.
O duelo da semana que vem vai pegar fogo. São dois times que não vêm brilhando, mas vêm vencendo. Têm jogadas aéreas fortíssimas e jogadores decisivos. Murici disse que o São Paulo é mais competitivo, Renato diz que o Flu não é fácil de ser batido. Um jogo imprevisível. O Morumbi e o Maracanã vão tremer, o duelo de tricolores promete!

Boca devora mais um Brasileiro

Não adiantou lotar o Mineirão com mais de 60 mil pessoas, o Boca eliminou o Cruzeiro da Libertadores da América. A competência e a experiência do time argentino contaram e muito para a vitória. O Cruzeiro desperdiçou algumas chances, mas em nenhum momento ameaçou a classificação do Boca Juniors.


O Mineirão estava bonito, coberto de azul celeste. A torcida acreditava, mas não deu. Palacio e Palermo acabaram com o sonho cruzeirense. A aplicação tática argentina é de se admirar. Duas linhas de quatro jogadores muito bem postadas e um contra-ataque mortal. Essa era a proposta. Proposta certa e efetiva. Palacio num drible simplório deixou Espinoza na saudade e colocou a bola no ângulo. Num cruzamento de Dátolo, Palermo ganhou de Espinoza e ampliou o placar. Apesar de ter citado Espinoza as duas vezes, o erro não foi só do zagueiro, até por quê no primeiro gol ele estava no mano a mano. Pode-se ver na foto que Jonathan tentar chegar na cobertura mas já era tarde.

As chances do Cruzeiro não foram muitas. Charles e Marcelo Moreno perderam chances no primeiro tempo que poderiam ter mudado a partida. O time não conseguia passar da barreira formada pelo Boca, o troca de passe que faziam na frente da intermediária argentina era inofensiva, e só entravam na área por meio de chutões. No segundo tempo o Cruzeiro voltou com uma disposição maior ainda; mas com pouco organização. Wagner parecia ter acordado e Ramirez (o melhor jogador do elenco ao lado de Moreno) continuava com sua correria impressionante. O Cruzeiro chegou ao gol num cruzamento dentro da área e num bate rebate Wagner emendou um belo voleio.

Apesar de diminuir o placar, o Cruzeiro não fez mais que isso. Marcelo Moreno colocou uma bola na trave e Palermo, como sempre, perdeu um gol incrível! Uma pena a desclassificação, perder um time como o Cruzeiro, ainda mais eliminado por um argentino como o Boca, acho que dói em qualquer brasileiro (exceto Atléticanos). O time argentino fica em situação delicada no restante da competição, já que não disputa mais jogos na Bombonera (devido a uma pedra jogada no bandeirinha no jogo de ida). O adversário nas quartas será o Atlas, membro do grupo da fase preliminar do Boca. O time mexicano venceu em casa por 3x1 e perdeu na Argentina por 3x0. Ao Cruzeiro resta o Brasileirão; a perda de jogadores é inevitável e o primeiro parece ser Marcelo Moreno. Manchester e Shaktar estão de olho.
Pois é, parece que realmente somos fregueses desse time argentino. Impressionante a estatística que eles têm contra nós. São 7 jogos em mata mata e 7 classificações. Cinco desses 7 jogos foram decididos no Brasil! Se houver outro confronto entre Boca e Brasil esse ano, provavelmente será decidido por aqui; e certamente será numa final.
Você duvida que o Boca chegue lá?! Pense bem.
Pensou?
Pense mais uma vez...

Vaias e História, Verde e Grená

Na terça feira que se passou o Fluminense venceu o Atlético Nacional de Mendellín por 1x0 no Maracanã. O jogo foi marcado pela revolta da torcida com a atuação abaixo da média e ao mesmo tempo pelo feito histórico do clube, que pela primeira vez na história chega as quartas da Libertadores.
A atuação do Tricolor foi bem abaixo da expectativa; aliás não só da expectativa, mas das possibilidades do elenco do Fluminense. Na entrevista coletiva dada por Renato Gaúcho ao final da partida o técnico dizia que "alguns jogadores não estão rendendo o que podem render", referindo-se a quase metade do time. Poderíamos apontar, Washington (7 jogos sem marcar), Thiago Neves (desde o 4x1 contra o Flamengo desapareceu o seu talento), Gabriel (se preocupa mais em pedalar do que cruzar) e Dodô (o único que se safa, pois acaba de voltar de contusão).
Num jogo onde a falta de talento e pontaria dos colombianos foram essenciais para vitória Tricolor, o destaque foi o zagueiro Roger. Completando 100 jogos com a camisa verde e grená, o jogador foi o autor do gol da histórica classificação para as quartas-de-final da Libertadores. Exemplo de pessoa e profissional, Roger já é tido como ídolo pela torcida Tricolor. O gol saiu de um cruzamento de Thiago Neves, jogada marcante nos jogos do Flu.

Outro destaque da partida foi a torcida. Com mais de 30 mil presentes em plena ''hora do rush'' (18:30hrs) a torcida vaiou o time durante boa parte do jogo. A atuação era merecedora de vaias, o time abusava dos passes errados e dava muitas chances ao ruim time colombiano. No final do primeiro tempo, a torcida se irritou e os jogadores voltaram para o vestiário sob vaias. Na volta para a etapa complementar o time voltou melhor, mais disposto pelo menos. Os erros continuavam, mas a vontade era evidentemente maior. O prêmio foi o gol de Roger. Renato subsitituiu Washington, Thiago Neves e Gabriel, todos saíram vaiados.
Apesar da atuação ruim o Fluminense foi para as quartas-de-final, já está entre os 8 melhores times da América. Não perdeu e sequer levou um gol em casa durante a competição. Mesmo com esse bom retrospecto é melhor o técnico abrir o olho, o padrão de jogo do time ainda não está encaixando e as atuações vêm deixando a desejar. Mas, por agora, o que vale é a classificação, então: Parabéns ao Tricolor.